Terça-feira, Setembro 19, 2006
Ócio criativo
Quatro horas em Porto de Galinhas (PE) num dia nublado e três horas no aeroporto de Guarulhos (SP): 

escrito por Marcela às 01:31
Qualquer semelhança não é mera coincidência
Dois candidatos lideram a pesquisa para governador: X e Y. X, que está na frente, parece ser o único candidato de tanta propaganda que vemos nas ruas. X deve ganhar. Histórias horripilantes descrevem um homem rico, poderoso e perigoso. "Você pode oferecer apartamento, carro zero e um bolo de dinheiro pra alguém ir na frente do escritório dele e gritar: 'X, você é um ladrão, um corno!' Ninguém vai! Se for, no outro dia, tá morto!" Nos questionários que percorrem as ruas da capital atrás de eleitores é comum encontrar a seguinte seqüência de respostas: Quem é o candidato mais preparado? Y O mais honesto? Y O mais competente? Y Em que o senhor (a) vai votar? X
Isso quando sabem quem são os candidatos... Em quem o senhor (a) vai votar? Não sei, ninguém me ofereceu nada ainda!
escrito por Marcela às 01:12
Diário do Nordeste
 Esse piso tem 469 anos. É original da Capela da Santa Sé, em Olinda (PE). Desde sua construção, ele já suportou milhares, talvez milhões de pessoas, entre fiéis e turistas. Eu e minha irmã somos duas dessas turistas. Conhecemos um pedaço do nordeste há alguns dias. Maceió, Maragogi e litoral norte e sul em Alagoas, e, em Pernambuco, fomos a Olinda, Recife e Porto de Galinhas numa rápida visita em um dia. Há mais coisas que atravessam séculos no nordeste, além desse piso. Felizmente muito da beleza natural. Infelizmente a ignorância e a miséria do povo e a ganância e desonestidade de poucos que têm muito – ou quase tudo. Na terra de água de cores inacreditáveis, lindas praias, onde coqueiros parecem emoldurar uma pintura a cada ângulo diferente para onde se olha, a beleza natural contrasta com uma desigualdade que também salta aos olhos. Uma das praias mais bonitas que conheci é o Gunga, no litoral sul de Maceió. À direita, ondas branquinhas quebravam o silêncio. Alguns passos para a esquerda, atravessando um pedacinho de areia, uma lagoa com cara de piscina. A bela paisagem é uma recompensa aos olhos de quem entra numa das propriedades de um dos coronéis mais ricos de Alagoas. Só veículos credenciados adentram o território. Na entrada, casas no estilo “barroco” (de barro) e “gótico” (de palha, que permite gotas d’água casa adentro em dias de chuva) e sem saneamento, com “banheiros” improvisados entre rodas feitas de bambu que apenas escondem um buraco no chão, lembram que a mão-de-obra barata ainda é atrativo para os grandes negócios no nordeste. Não fiz fotos das casas onde moram os trabalhadores do tal coronel. Passamos de ônibus e era um pouco longe da praia. Confesso que quando cheguei naquele paraíso, esqueci do inferno onde famílias inteiras trabalham com coco, garantindo que o setor seja a segunda economia do estado e seu patrão, o quarto homem mais rico.
“Bateu na lata, o povo tá dançando”, diz pra gente o taxista que nos pegou no aeroporto. O que mais eu temia na viagem à terra do forró era a trilha sonora. Mas Clara, Cau e Glauber salvaram nossa pele. Entrar no quarto deles era como atravessar um portal para os anos 70. Led e Janis Joplin só saíram do som para dar lugar a DJ Dolores – música eletrônica com ritmos do nordeste, novidade agradável para mim. Ainda nos levaram num bar onde comemos macaxeira e ouvimos jazz. O apartamento deles também poderia ser cenário das Brumas de Avalon. Ô... E ainda tinha cinema no teto! Não era viagem, não. Não fosse Louis Daguerre há 151 anos, ficariam ricos os baianos. (Sim, os vizinhos eram da terra do axé. Às vezes, descobrimos que temos pré-conceitos estúpidos...). Contudo, não fosse Daguerre, talvez eu não pudesse registrar em mais de 300 clicks nossas inesquecíveis férias. Valeu pela companhia, Lari.

 

 

escrito por Marcela às 00:19
Segunda-feira, Agosto 21, 2006
18/08/2006
Fotos da minha formatura, devidamente legendadas pelo Moreno. Outra hora escrevo mais, porque essa noite merece um grande post grande!
escrito por Marcela às 23:14
Quinta-feira, Agosto 03, 2006
Tonight, tonight
Time is never time at all You can never ever leave without leaving a piece of youth And our lives are forever changed We will never be the same The more you change the less you feel Believe, believe in me, believe That life can change, that you're not stuck in vain We're not the same, we're different tonight Tonight, so bright Tonight And you know you're never sure But your sure you could be right If you held yourself up to the light And the embers never fade in your city by the lake The place where you were born Believe, believe in me, believe In the resolute urgency of now And if you believe there's not a chance tonight Tonight, so bright Tonight We'll crucify the insincere tonight We'll make things right, we'll feel it all tonight We'll find a way to offer up the night tonight The indescribable moments of your life tonight The impossible is possible tonight Believe in me as I believe in you, tonight
escrito por Marcela às 01:08
Segunda-feira, Julho 10, 2006
Et c'est fini!
"Roubar idéia de uma pessoa é plágio. Roubar de várias é... jornalismo!"
(bem colocado por Gabriel Brust na noite em que bebíamos à minha monografia - estudo o qual, eu diria, vale-se do mesmo método, sem desmerecer meu brilhante 10)
escrito por Marcela às 22:11
Sábado, Junho 03, 2006
Monografando em 2006
A notícia policial, por sua redundância cotidiana, torna aceitável o conjunto dos controles judiciários e policiais que vigiam a sociedade. (Foucault, 1987)
escrito por Marcela às 15:27
Domingo, Maio 07, 2006
O mundo é maior que seu quarto
Ia escrever mais um post sobre "como não tenho nada pra escrever e se for pra dizer que me sinto insegura, feia e tal e q tem uma pilha de livros pra eu ler, filmes pra ver... é melhor voltar a escrever num diário de papel o qual só eu vá ler". Mas, estou neste momento no plantão da madruga, no qual escrevi a maioria dos meus posts, eu acho. Aí, da tevê, saem duas coisas legais sobre as quais resolvi escrever. No Altas Horas, o Serginho sempre entrevista pessoas da platéia. Acaba de chamar uma dessas gurias que saem no Kzuka, com luzes e chapinha. E ela correspondia exatamente ao esteriótipo ao qual eu relaciono preconceituosamente meninas de luzes e chapinhas: - Qual o tamanho do seu salto? - Não sei... - Quanto você mede? - Ai, não sei... hihihhi - Qual a parte do seu corpo que você mais gosta? - Acho que é o olho. - O olho ou o olhar? - O olho. - Já chegaram pra você e disseram "que bonito seu olho"? - Já. - E o que vc respondeu? Qual a resposta padrão? - Brigada... - Só isso? - Só... (blabla...) - Você é dessas meninas que não vê problemas em beijar uma pessoa desconhecida na noite? - Ah, não sei, né... é meio chato... - Mas você já beijou? - É... sim. (blabla...) - Você tem namorado? - Não. - Por que não? Não quer, não tem tempo...? - Não, não é por isso. - O que você faz? - Estudo só. - Estuda o quê? - Estudo... no colégio... tipo... segundo ano - Vc vai de manhã? acorda bem cedo? - Seis horas. - Durante o dia vc não faz nada? vc falou que só estuda... - É, só estudo. - O que vc faz durante o dia? - Como assim durante o dia? (risadas e vaias da platéia) hihihi só estudo... - Vc dorme? Passa roupa? - Não. Assisto um pouco de tv depois vou pra academia -AAHHH, vc faz academia! Por isso... entendi agora. (aplausos) - Qual foi o último livro que vc leu? - Livro...? - É, aquela coisa... -... ai, nao lembro... - e o último filme? - ai, foi um... ai esqueci, mas foi esses dias... - e peça? - A peça eu não... faz tempo... -Qual seu sonho? -Sonho? Ah, sei lá... nao tenho... - Ser feliz? - é, eu sou feliz...
É, ela é feliz... acho que tenho que entrar pra academia mesmo... endorfina, chama, né?
A outra coisa, que é mais legal ainda e muito fofa, é a propaganda dos 30 anos da Fiat. Um guriazinha de uns 5 anos dá a solução para a guerra entre os povos: "tem que ter uma placa, assim, NÃO INVADA O PAÍS DO OUTRO". simples assim. genial!
escrito por Marcela às 02:38
Quarta-feira, Março 15, 2006
Cursos de idiomas e políticos
sempre tenho a sensação de que estou sendo enganada...
escrito por Marcela às 20:50
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